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VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

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VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA


TÉTANO

O tétano é uma doença transmissível, não-contagiosa, que apresenta duas formas de ocorrência: acidental e neonatal. A primeira forma geralmente acomete pessoas que entram em contato com o bacilo tetânico ao manusearem o solo ou através de ferimentos ou lesões ocorridas por materiais contaminados, em ferimentos na pele ou mucosa. O tétano neonatal é causado pela contaminação durante a secção do cordão umbilical pelo uso de instrumentos cortantes ou material de hemostasia inadequadamente esterilizados ou não esterilizados, pelo uso de substâncias contaminadas no coto umbilical como teia de aranha, pó de café, fumo, esterco.

O tétano acidental pode ser evitado pelo uso da vacina DPT na infância e com a vacina dupla adulto (dT) em adultos, além dos reforços a cada dez anos para quem já tem o esquema completo. Outra medida importante é a adoção de procedimentos adequados de limpeza e desinfecção de ferimentos ou lesão suspeita para tétano, nas unidades de saúde. A manutenção do esquema de vacinação preconizado atualizado é de extrema importância, porque a vacina apresenta uma eficácia de quase 100%. A conscientização da população sobre algumas medidas de prevenção contra o tétano também é um fator que tem contribuído na redução dos casos. Esta conscientização deve ser estendida ao ambiente de trabalho para algumas categorias profissionais de maior exposição a ferimentos e contato com material contaminado.

O tétano neonatal pode ser evitado principalmente por meio da vacinação das gestantes durante o pré-natal, iniciando com o recebimento precoce do esquema vacinal preconizado. Desde 2003, visando assegurar uma maior proteção das futuras gestantes, vem sendo adotada no país a vacinação das mulheres em idade fértil, priorizando-se os estados com maior ocorrência de casos de tétano neonatal. Segue-se da importância do parto asséptico ou limpo e o tratamento correto do coto umbilical. Esses fatores são básicos para que o tétano neonatal seja eliminado em todo o território nacional.

COQUELUCHE

A Coqueluche é uma doença infecciosa aguda, transmissível, de distribuição universal que compromete especificamente o aparelho respiratório (traquéia e brônquios) e se caracteriza por paroxismos de tosse seca. Em lactantes ocorrem complicações que podem levar a morte.

Agente Etiológico: a Bordetella pertussis é um bacilo gram-negativo, aeróbio, fastidioso, não esporulado, imóvel e pequeno, provido de cápsula (formas patogênicas) e de fímbrias.

Modo de Transmissão: a transmissão ocorre, principalmente, pelo contato direto de pessoa doente com pessoa suscetível, através de gotículas de secreção da orofaringe eliminadas por tosse, espirro ou ao falar. Também pode ocorrer, com baixa frequência, a transmissão por objetos recentemente contaminados com secreções do doente, pois o agente dificilmente sobrevive fora do hospedeiro.

Período de Incubação: é de 5 a 10 dias, em média, podendo variar entre 1 a 3 semanas e raramente, até 42 dias.

O período de transmissão: se estende de 5 dias após o contato com um doente (final do período de incubação) até três semanas após o início dos acessos de tosse típicos da doença (fase paroxística). Em lactantes menores de 6 meses, esse período de transmissibilidade pode prolongar-se de 4 a 6 semanas após o início da tosse.

Aspectos clínicos: as fases e sintomas da Coqueluches estão descritos na Figura 1. (clique no link ao lado)

Definição de Caso Suspeito:

a) Qualquer indivíduo, independente da idade e do estado vacinal, que apresente tosse seca há 14 dias ou mais, associado a um ou mais sintomas seguintes:

Tosse paroxística (tosse súbita incontrolável, com tossidas rápidas e curtas (5 a 10) em uma única expiração); Guincho inspiratório (inspiração forçada, súbita e prolongada, acompanhada de um ruído característico, o guincho);

Vômitos pós-tosse.

b) Qualquer indivíduo, independente da idade e do estado vacinal, apresentando tosse seca há 14 dias ou mais com história de contato com um caso confirmado de coqueluche pelo critério clínico. 

Figura 2. Fluxograma surto da coqueluche. (clique no link ao lado)

Figura 3. Fluxograma de vigilância epidemiológica da coqueluche. (clique no link ao lado)

DIFTERIA

A Difteria é uma doença toxi-infecciosa, aguda, transmissível, imunoprevenível, causada por bacilo toxigênico que frequentemente se aloja nas amígdalas, faringe laringe, nariz, e ocasionalmente, em outras mucosas e na pele e permanece endêmica em países em desenvolvimento com baixas coberturas vacinais.

Agente Etiológico: o Corynebacterium diphtheriae é um bacilo gram-positivo, produtor da toxina diftérica, quando infectado por um fago. Raramente, outras espécies de Corynebacterium (C.ulcerans e C.pseudotuberculosis) podem produzir a toxina da difteria. O Corynebacterium ulcerans pode causar difteria respiratória como doença. Ambas espécies podem causar a doença em animais.

Reservatório: o portador assintomático e o doente são os principais reservatórios.

Modo de Transmissão: a transmissão ocorre, principalmente, pelo contato direto de pessoa doente com pessoa suscetível, através de gotículas de secreção da orofaringe eliminadas por tosse, espirro ou ao falar. Também pode ocorrer, com baixa frequência, a transmissão por objetos recentemente contaminados com secreções do doente, pois o agente dificilmente sobrevive fora do hospedeiro.

Período de Incubação: em geral, de 1 a 6 dias, podendo ser mais longo.

Período de Transmissibilidade: em média, até 2 semanas após o início dos sintomas (Figura 4). A antibioticoterapia adequada, na maioria dos casos, erradica o bacilo diftérico da orofaringe, de 24 a 48 horas após a sua introdução.

Definição de Caso Suspeito: qualquer indivíduo, independente da idade e estado vacinal, que apresente quadro agudo de infecção da orofaringe, com presença de placas aderentes ocupando amígdalas, com ou sem invasão de outras áreas da faringe (palato e úvula) ou outras localizações (ocular, nasal, vaginal, pele, etc.), com comprometimento do estado geral e febre moderada.

Coordenação CEI/COVEDI: Maria de Fátima Sá Guirra

Referência Técnica COVEDI: Adriana Dourado

Equipe Técnica GT DPT: Maria do Carmo Campos Lima - responsável técnica

                                     Catia Regina Santos Freitas

Contatos: (71) 3116.0043

divepdpt@yahoo.com.br

              





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